O Presépio Napolitano no Brasil

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Museu de Arte Sacra de São Paulo - Foto Leo Feltran

A  idéia de um Museu de presépios teve início em 1949, quando Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, trouxe da Itália um exemplar do precioso Presépio Napolitano, do século XVIII, composto de 1620 peças, existindo somente dois conjuntos dessa proporção remanescentes no mundo: o do Palácio Real de Nápoles e o da Basílica de São Cosme e Damião, nas ruínas do Fórum Romano.

O conjunto foi exposto, pela primeira vez, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, no dia 4 de outubro de 1950, dia de São Francisco de Assis.

Desmontado em dezembro de 1951, as peças ficaram guardadas na Metalúrgica Matarazzo, por cinco anos.

Quando dos festejos do IV Centenário da Cidade de São Paulo o presépio foi instalado no antigo Pavilhão do Folclore, na grande marquise do Parque do Ibirapuera, permanecendo em exposição por quinze anos.

Em 20 de outubro de 1970, o precioso conjunto foi doado ao Governo do Estado de São Paulo e passou a integrar o acervo do Museu de Arte Sacra, sendo trasferido em 1985 para o Mosteiro da Luz, sede do Museu.

Em 1999, a antiga residência do Capelão do Mosteiro, datada de 1908, foi reformada e adequada para abrigar de forma ideal o Presépio Napolitano, atendendo às necessidades museológicas e conservacionistas do acervo.

No dia 18 de dezembro de 1999, o Presépio Napolitano foi reapresentado ao público, em nova montagem cenográfica, no Museo de Arte Sacra.


A Montagem do Presépio


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Vista geral do Presépio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo - Foto de Leo Feltran

Uma série de estudos foram realizados para que os materiais utilizados na cenografia do presépio não se deteriorassem ou fossem nocivos às peças do presépio. Determinados os materiais, a segunda etapa foi a execução de uma maquete volumétrica, para a visualização espacial dos diferentes núcleos. O cenário foi elaborado com base na arquitetura, nos costumes, na pintura religiosa e no folclore da Itália meridional do século XVIII.

As miniaturas das casas foram construídas tijolo a tijolo e cobertas com telhas fabricadas especialmente para esse fim. As vielas e praças foram calçadas com pedras preparadas e colocadas uma a uma.

Pronta a cenografia, as peças do presépio foram agrupadas em conjuntos separados (barbeiro, ferreiro, cortejo, e assim por diante) e inseridas nos espaços reservados para cada cena.

* Texto de Luciano Migliaccio

© Celso Rosa 2016         amigosdopresepio@yahoo.com.br